A PRINCIPAL DIFERENÇA ENTRE AS MUITAS INTERPRETAÇÕES DA
BÍBLIA ESTÁ NO MÉTODO USADO.
Portanto antes de qualquer debate sobre as passagens proféticas
e sobre doutrinas escatológicas, é preciso estabelecer o método básico de
interpretação por ser empregado no processo.
No decorrer da história da interpretação o maior problema tem
sido o método alegórico ou de “espiritualização” de passagens bíblicas.
1.
MÉTODO
ALEGÓRICO
Ramm, define o método alegórico da
seguinte forma: “alegorização” é o método de interpretar um texto literário considerando
o sentido literal veiculo para um sentido secundário, mais espiritual e mais
profundo” (RAMM, op. Cit., p 21.)
Nesse método o significado histórico é
negado ou desprezado, a a força recai apenas no sentido secundário, perdendo
assim todo significado o primeiro acontecimento. De acordo com esse método o
sentido histórico e literal das escrituras é completamente ignorado. Cada palavra
e acontecimento é transformado em alegoria de algum tipo, já para escapar de
dificuldades teológicas, já para sustentar certas crenças religiosas estranhas.
Farrar acrescenta:
... quando o princípio da alegoria é aceito, quando começamos
a demostrar que passagens e livros inteiros da Escritura dizem algo que não
querem dizer, o leitor é entregue de mãos amarradas aos caprichos do intérprete.
É justamente o que fazem a STV,
a atalaia de 1 de julio de
1943 na página 203 declara:
“Jeová simplesmente usa a classe dos
servos para publicar a interpretação depois que a corte suprema por meio de
jesus a revele.”
Esse método alegórico é perigoso justamente porque seus
adeptos não têm como provar suas conclusões. Por exemplo a STV chegou à conclusão
de que Mateus 24.45-51, se referia a essa mesma sociedade, simplesmente desprezando
todo o contexto histórico e teológico do texto.
Os seguidores das religiões que aplicam esse método não têm
segurança de coisa alguma, exceto do que seus líderes reivindicam pela tirania.
Assim esse sistema adotado pelas testemunhas de jeová e os adventistas para
interpretar as escrituras elimina a autoridade das escrituras.
Além da “espiritualização” a STV usa o método “texto-prova” o
objetivo desse método é subjugar a bíblia ao credo particular. Reduzindo a mera
escolha de texto para comprovação.
O PROBLEMA DOS TEXTOS-PROVA
Nas confissões de fé e declarações oficiais é que tais
citações podem não refletir a intenção original do autor bíblico, e que o texto
citado, pode não suportar a proposição para o qual foi citado, quando o lemos
por inteiro (MELHEIRÓS, p.68)
Os adventistas acreditam em uma raça superior vivendo em
outros planetas baseados no texto que fala de “filhos de Deus” (Gn 6. Jó2.).
coisa bem semelhante fizeram as te testemunhas de jeová
Chegaram com uma má interpretação de um sonho que Nabucodonosor recebeu sobre o que iria acontecer com ele por causa de sua arrogância (Dn 4.)
Em Daniel 4. O anjo revela que o rei ficaria sete tempo vivendo como um animal. Então arbitrariamente a sociedade declara que estes “sete tempos” seria na verdade 2.520 anos. Que Israel estaria debaixo do jugo dos gentios representado pelo rei Nabucodonosor. E que essa contagem deveria começar no ano 607 a.C. que segundo a sociedade foi nessa data que Jerusalém foi destruída por babilônia. Subtraído 607 de 2.520 chegaremos a 1914/5
O grande problema é que Jerusalém não foi destruída em 606/7 mais em 586, ou seja, 20 anos mais tarde!
Para elucidarmos esse emaranhado e confuso estudo, vamos começar com a loucura do método “dia-ano” usado arbitrariamente no texto de Daniel 4..
Qual a base para interpretar de um dia como equivalendo a um ano?
Números 14. 34, e Ezequiel 4.6,
Com estes textos as TJs estabeleceram um princípio: “um dia sempre representa um ano”.
Ao examinarmos os textos acima descobrimos sua particularidade exclusiva para aquele momento histórico, e não vemos como aplicar esse princípio em outros casos como por exemplo: Jonas ficou três dias no ventre do peixe ou 3 anos? Jesus ressuscitou em três dias ou em 3 anos?
A STV afirma gratuitamente sem apoio bíblico que esses sete tempos está ligado a Lc 21.24, pela simples razão de aparecer nos dois textos a palavra “tempo” do grego kairos. Uma associação invalida, pois, aqui em Daniel o sujeito é o rei e em Lucas Jesus esta se referindo a Jerusalém.
Porque de tantas interpretações diferentes das profecias bíblicas?
Toda pessoa que queira conhecer o
significado de um texto deve conhecer alguns princípios lógicos e básico que
são:
1.
Dá
a cada palavra o sentido básico e exato que teria no uso costumeiro e normal. O
significado costumeiro e socialmente reconhecido de uma palavra é o sentido
literal dessa palavra.
2.
Antes
de interpretar a Escritura teologicamente devemos interpretá-la histórica e gramaticalmente.
3.
a mesmo que o autor se proponha a escrever um
enigma, sempre escrever de tal amaneira que resulte o mais claro que seja ao
que lê.
4.
O
sentido histórico-gramatical se desenvolve pelo estudo tanto do contexto como
do objetivo da obra do autor.
a) Um texto esta conectado a um contexto
remoto e imediato
a.a. O
contexto remoto é a conexão que pode abarcar não só o capítulo como todo o livro.
a.b. o
contexto imediato é o que precede e segue o texto em apreço.
b) todo
autor ao escrever tem em vista um objetivo, e esse objetivo se declara em alguma
parte de sua obra.
5. devemos
aceitar a linguagem literal das escrituras a não ser que
a) as
passagens contenham linguagem evidentemente figurativa;
b)
anão ser que o N.T. autorize a sua interpretação noutro sentido que o literal,
ou
c) a
não ser que uma interpretação literal venha produzir uma contradição.
d) as
figuras da qual se utiliza uma linguagem figurada tem um cumprimento literal.
Dê seu comentários para possíveis melhoramentos e futuro artigo sobre os métodos de interpretações das seitas.
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