quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"o elemento protetor cedeu tanto ante o elemento aprisionador"

Você já deve ter percebido que um fenômeno do mundo físico pode ser a expressão de uma experiência interior e o mundo dos objetos pode ser um símbolo do mundo da mente. (FROMM, p.23). nossos corpos exprimem nossos espíritos.
O coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate”. (Pv 15.13,)
Provérbios 18:14
A alma bem disposta sustém o ser humano durante sua doença, mas o espírito deprimido, quem o pode suportar?
Neemias 2:2
por esse motivo me indagou: “Por que o teu rosto está entristecido, se não estás enfermo? Isso só pode ser tristeza da alma!” Então, neste momento, tive muito medo,

O coração ansioso deprime o ser humano, mas uma palavra de encorajamento o anima.(Pv12.25,)

A paz de espírito é saúde para o corpo, mas a inveja corrói como o câncer.(Pv14.30,)

O coração bem disposto é remédio de grande eficácia, mas a alma deprimida consome até dos ossos do corpo todo o vigor.(Pv17.22,)
A alma bem disposta sustém o ser humano durante sua doença, mas o espírito deprimido, quem o pode suportar?(Pv18.14,)
O sangue aflui-nos à cabeça quando ficamos furiosos, e foge dela quando sentimos medo; nossos corações batem mais depressa quando nos zangamos, e o corpo inteiro adquire um tono deferente quando estamos satisfeitos de quando estamos tristes. Manifestamos nosso estado de ânimo pela expressão facial e nossas atitudes e sentimentos por movimentos e gestos, de maneira tão precisa que os outros os reconhecem melhor pelos gestos do que por nossas palavras.
Algumas historias bíblicas tem um significado simbólico que parece descrever o estado interior do personagem um bom exemplo é o livro de Jonas.
Jonas ouviu a voz de Deus mandando-o ir a Nínive e pregar a seus moradores. Jonas tenta fugir à ordem de Deus (ou, podemos dizer, à voz de sua consciência). Ele é um homem indiferente aos outros seres humanos; é um homem com um robusto sentimento da lei e da ordem, porem sem amor.
Como esta historia exprime o interior de Jonas?
Jonas ido de Jope, a Tarsos.
Da proa do navio ao porão
Do porão as profundezas do mar
Das profundezas do mar ao ventre do peixe.
A princípio parece representar uma necessidade de proteção, de ficar protegido ou isolado, de afastar-se de qualquer comunicação com outros seres humanos. Dentro dessa proposta tudo isso representa uma combinação de proteção e isolamento. (se protegendo da voz de Deus e se isolando dos homens)
Então Jonas representa aqui a experiência interior de um homem que se debate entre a consciência e o desejo de escapar à voz interior, a sequência indica uma intensidade crescente do mesmo sentimento. Em sua tentativa para fugir a voz de sua consciência, Jonas se isola cada vez mais até quando, no ventre do peixe, o elemento protetor cedeu tanto ante o elemento aprisionador que ele não mais aguenta e é obrigado a implorar a Deus para liberta-lo de onde se colocara.

Isso é muito comum na vida de algumas pessoas, adota-se uma atitude como defesa contra um perigo, mas depois ela ultrapassa a função defensiva inicial e transforma-se em sintoma doentio de que a pessoa procura ser libertada. Assim, a fuga de Jonas para o isolamento protetor termina pelo terror de ver-se encarcerada, e ele retoma sua vida do ponto em que procurava escapar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

dizimo é uma expressão de amor

 É notório que a Antiga Aliança já cumpriu seu papel revelando o Salvador. Porem alguns aspectos da Antiga Aliança continuou na Nova Aliança, veja:

ANTIGA ALIANÇA                                                                             NOVA ALIANÇA
1º Não teras outros deuses diante de mim (Ex 20.3,)           1º Nós vos pregamos que vos convertais destas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra e o mar (At 14.15,)
2º não farás para ti imagem...(Ex 20.4-5,)                       2º Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (Tg5.12,)
3º Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão...(Ex 20.7,)    3º ...Não jureis nem pelo ceu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa (Tg 5.12,)
4º lembra-te do dia do sábado (Ex 20.8,)                         4º Não há referencia no N.T.
5º Honra teu Pai e tua Mãe (Ex 20.12,)                           5º ...obedecei a vossos pais...(Ef 6.1,)
6º Não matarás (Ex 20.14,)                                             6º Não matarás (Rm 13.9.)
7º Não adulterarás (Ex 20.14,)                   7º ...nem adúltero...herdaram o reino de Deus (1Co 6.9,10,)
8º Não furtarás (Ex 20. 15,)                                            8º Não furte mais (Ef 4.28,)
9º Não darás falso testemunho (Ex 20.16,)                    9º Não mintais (Cl 3.9,)
10º Não cobiçarás (EX 20.17,)                               10º Cobiça nem seja mencionada entre vós (Ef 5.3,)

 por que o dízimo não? Então devemos ter o cuidado; estamos em uma nova aliança, porem, devemos entender que alguns preceitos foram deixados. 

 O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo.
 Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei?
 Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?
Veja: a lei dizia:
Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia:
 Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
 A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.

 Você ficaria surpreso se entre estes preceitos o dízimo se encontrar?
 Então veja 1Co 9.8,14,
Digo eu isso como homem? Ou não diz a lei também o mesmo? Assim ordenou também o senhor aos que anunciam o evangelho que vivam do evangelho.

Paulo claramente faz menção do dízimo aos levitas; pois é sabido que o dízimo tinha três direções: o dízimo para o levita (Dt14.27,) o dízimo da fidelidade a Deus (Dt 14.22-26,) e o dízimo do terceiro ano direcionado aos pobres (Dt 14.28-29,).
" Dennis Wretlind sustenta que havia dois tipos de dízimo, um dízimo básico (Lv 27. Nm 18.) e dois dízimos secundários (Dt 12. 14. 26), cujas finalidades tinham que ver com “a justiça, a misericórdia e a fé ou fidelidade, citadas por nosso Senhor em Mateus 23.23, ou seja, a justiça ao levitas, a fidelidade a Deus e a misericórdia com os pobres".
 (DICIONARIO Internacional de teologia do A.T. 1998 p. 1182)

 No versículo 13, Paulo faz uma revelação quando diz: “Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo, e que os que de continuo servem ao altar participam do altar”.  Aqui está clara a alusão aos levitas (Nm 18.8-20,). Ministros da Antiga Aliança. A fortiori  OU SEJA, com muito mais razão na Nova Aliança (Hb 7.2,).
 O ARGUMENTO DE PAULO É A FORTIORI (fil jur com razão mais convincente; com muito mais motivo; com mais forte razão.) SE NA ANTIGA ALIANÇA OS LEVITAS MERECIAM, MUITO MAIS OS MINISTROS DA NOVA ALIANÇA!

 E uma revelação extraordinária está no versículo 14, quando Paulo diz:
 “ASSIM ORDENOU O SENHOR”
 claro que este Senhor  aqui é o Senhor Jesus! Dando-nos a entender que, o que Jesus falava servia de modelo para a igreja, e não apenas para o grupo que se dirigia apenas.
 Em Mateus 23.23, Jesus censura os escribas e fariseus por apoiarem-se apenas na letra da lei, mas negligenciarem o espírito que move a torá. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dizimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importa praticar estas coisas, (dízimo) mas sem omitir aquelas (a justiça, a misericórdia e a fidelidade.)”.
 Paulo entendeu isso e falou: “ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres... e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”(1Co 13.3,).
 O dizimo é uma expressão de amor.